Dia dos avós…

No último dia 26 comemoramos o dia dos avós. Dia merecido, afinal, quem é que não tem como das melhores lembranças da infância algum momento com seus avós? Eu tenho! Muitas!! Parabéns e obrigada por serem tão especiais!!

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Vontade de rir…

Se você é mãe/pai, e seu filho é bem espirituoso, já deve ter passado pela saia justa de ficar com vontade de rir na hora da bronca, por causa da reação da criança…

Pois é, comigo já aconteceu, e foi mais de uma vez, e, o pior, eu acabei não segurando o riso algumas vezes….

A última dessas foi hoje. Beatriz estava almoçando, e quando estava quase acabando resolveu não comer mais, então insisti com ela para comer mais um pouco. Ela ficou brava e jogou o garfo no chão com raiva. Na mesma hora, chamei sua atenção, e dei dois tapas na sua mão. Ela ficou olhando pra outra coisa. Quando pedi para que olhasse pra mim, ela olhou, e pra minha surpresa, começou a cantar uma música, olhando pra minha cara… Pronto! Abaixei a cabeça para ela não ver, mas, como de boba ela não tem nada, imagino que tenha percebido. Depois de me recompor, voltei a falar com ela e ela continuou cantando. Depois de alguma insistência, ela parou. Não sei se valeu alguma coisa a minha bronca, mas me digam se não foi engraçado? aaaahhh, que raiva! rsrsrs…. que situação! cadê a minha autoridade de mãe nessa hora?

Essa é a pergunta que me faço… ainda estou fazendo, aliás. Como corrigir? Isso tem jeito? Será que foi por água abaixo a minha autoridade? Minha filha não vai mais levar a sério minhas broncas? Se vc já passou por isso, talvez já tenha feito todos esses questionamentos, que acabam sendo inevitáveis…

Bem, acho que não é bem assim. Acredito (e espero! rs) que há tempo e chance de corrigir… Basta tentar agir com seriedade e autoridade nas próximas situações, e tentar acertar, sempre! vamos ver…

A questão, porém, me trouxe algumas reflexões. Duas, mais precisamente. E minha intenção é mais dividir, porque não tenho respostas nem soluções prontas…

A primeira, é que não sou uma mãe perfeita, pelo contrário. É o tempo todo tentando acertar, algumas vezes acertando, outras errando. Portanto, achar que não vou errar na educação da minha filha, é uma ilusão. Infelizmente, cometo e cometerei erros. Pensar o contrário, é se enganar o tempo todo e carregar um fardo grande demais, e uma frustração quase incurável quando o erro acontecer. Não quero dizer com isso que devo fazer as coisas de qualquer jeito, afinal, cometerei erros. A idéia é não errar, claro! Mas estar consciente de que o erro pode acontecer, e certa de que errei tentando acertar.

A segunda, é que nossos filhos nos surpreendem! Puxa! Que coisa maravilhosa!! Eles não são robôs, e não vão agir de acordo com o manual. São pessoas autônomas, inteligentes e estão se desenvolvendo! A minha filha vai fazer 2 anos, e já são inúmeras as vezes que ela reagiu de uma forma que não esperava, para o mal e para o bem também. É claro que, quando a reação é para o mal (como aconteceu), deve ser corrigida, reprimida. Quando para o bem, comemorada e incentivada. Mas em todos os casos, é maravilhoso ver que ela é uma pessoa inteligente, espirituosa e que tenta se defender. Isso é bom e deve ser direcionado, por mim, para o bem! Um belo desafio! Afinal, a sementinha do mal (outra hora falarei sobre isso…) já está ali no seu coração, e como!

Não quero justificar, nem explicar o que aconteceu. Apenas, compartilhar, dividir e me juntar àquelas que como eu, erram tentando acertar…

Criança Feliz!

Semana passada fui ao cinema assistir o desenho animado Divertida Mente (Inside Out, no original).

divertidamentese (2)

A experiência foi super divertida porque foi a primeira ida ao cinema da Beatriz. Fui com uma amiga, aí compramos pipoca, ela comeu até, e assistiu todo o filme! Uma graça! Não sei o quanto entendeu, mas o desenho segurou a sua atenção até o final. Foi muito legal! Um passatempo legal para fazermos juntas!

Mas o meu ponto aqui neste post não é narrar os detalhes dessa experiência, mas chamar atenção para um ponto do desenho que me marcou. A mensagem do filme, antes de mais nada, é para adulto. Como escrevi no face, uma análise (terapia) fofa e divertida!

Para que você entenda melhor, o filme se passa dentro do cérebro de uma menina. São cinco personagens: a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e o nojinho. O tempo todo eles estão brigando para ver quem “ganha” em cada situação da vida da menina. É super divertido! Mas traz uma séria reflexão também, ao meu ver.

Interessante é que a alegria é incansável em se fazer vencer e tentar neutralizar ou minimizar a influência dos outros sentimentos na vida da menina. Ela corre, conversa, tenta convencer sempre os demais para que a alegria vença. Felizmente, ela tem sucesso em boa parte das vezes. Em uma das cenas, mostra ela (a alegria) analisando o arquivo de memórias da menina, e constata que a maioria (maioria mesmo) das memórias que ela (a menina) tem, são alegres. E mais. A memória base, que de acordo com o filme, é o que define a personalidade, só tem memórias alegres. Os momentos de raiva,  tristeza, nojo ou medo, existem, mas em menor quantidade.

Por outro lado, num determinado momento, o filme mostra que na cabeça de seus pais, outro sentimento venceu a alegria e são estes sentimentos que “comandam” suas mentes. A alegria já está sentada, no canto, e não tenta mais influenciar ninguém, embora ainda apareça em alguns momentos.

Por que estou fazendo toda essa análise do filme? Porque fiquei pensando na minha filha, nas crianças, e em como nas suas mentes ainda há muito espaço para se plantar alegria e boas lembranças. Não há nada definido, nada fechado, os sentimentos estão todos ali, se debatendo, mas ninguém venceu, e ninguém desistiu também. A alegria está latente lá dentro, pronta pra ser a campeã! Quero dizer, e me perdoem os psicólogos se digo alguma bobagem tecnicamente falando, que nossas crianças estão prontas para serem felizes, viverem e se lembrarem de coisas alegres! A alegria está lutando, se esforçando para que a criança viva momentos alegres, e traga tudo isso na sua memória pro resto da vida. Terão momentos tristes, difíceis, mas a tendência, se permitirmos, é que sejam felizes, afinal ser feliz é a caminhada, não a linha de chegada…

Então, fiquei pensando na minha responsabilidade de, como mãe, proporcionar e permitir que minha filha seja feliz a maior parte do tempo. Não quero dizer que devo colocá-la numa bolha e super-protegê-la de qualquer coisa ruim, nem que ela não terá suas dores e tristezas, e nem que devo entupi-la de brinquedos, passeios e viagens caras.

Como, então, fazê-la feliz? Acho que é a pergunta que me faço… E acho que a resposta é mais simples do que se espera. Fazê-la feliz é gastar tempo com ela, proporcionar a ela um lar feliz, seguro e estável, lugar pra onde ela sempre poderá voltar, ensinar responsabilidades, educação e valores, mas permitir que ela seja criança, e faça e goste de coisas de criança, viver cada fase, sem atropelos, sem ansiedades.. acho que é isso! E as viagens, presentes, festas, a melhor escola? É tudo muito legal e válido, mas é só a cereja do bolo… Se o bolo estiver fofinho, com um recheio gostoso, a cereja o deixa ainda melhor, enfeita, mas não é necessária.. se não estiver, a cereja não conseguirá, por si só, consertar todo o resto… será só a cereja em cima de um bolo ruim…

Curiosamente (e não por acaso, creio eu), os momento de alegria da menina do filme basicamente se concentram em (i) tempo gostoso com seus pais e família, e (ii) fazendo aquilo que ela mais gosta. Portanto, não estou propondo nada super-hiper-ultra complicado. As crianças são simples, e não é complicado fazê-las felizes, embora requeira cuidado e dedicação. Nós é que complicamos, e impomos a elas as nossas condições e necessidades para a nossa (complexa) felicidade, quando na verdade, ela é alcançada na simplicidade das coisas, dos bons momentos e na verdade de uma criança.

O livro da vida dos nossos filhos está apenas começando. Há muitas páginas em branco pela frente. E nós somos grandes responsáveis, embora não os únicos, pela qualidade dos momentos vividos e das memórias que serão escritas nele. Tudo isso para que lá na frente, a alegria esteja no “comando” da vida deles, para que sejam pessoas alegres, seguras, sem (grandes) traumas e questões para serem resolvidas…

Se esperarmos a alegria sentar no canto e desistir de lutar, pode ser tarde demais. As muitas páginas escritas podem sufoca-la e outros sentimentos e percepções conduzirão a vida dos pequenos, quando crescerem…

Se foi tudo besteira o que escrevi, fique apenas com a reflexão de que nossos filhos estão prontos para serem felizes…. dar a eles uma infância feliz, os tornarão adultos felizes, seguros e bem resolvidos. Isso não significa que não terão problemas, nem crises, nem questões para resolver, mas tudo isso certamente será mais fácil para uma mente e um coração saudáveis e alegres!

O tempo passa…

Quando nós temos filhos, eles são bem pequenos, fase que estou vivendo agora, uma das frases que mais ouvimos de pais de crianças mais velhas, ou cujos os filhos não são mais crianças é: “Aproveita, porque passa muito rápido!”

Para quem está vivendo aquele turbilhão que é a vida com filho pequeno em casa, num primeiro momento, a frase não tem muito sentido… rs… Afinal, toda essa nova rotina, noites mal-dormidas, cansaço, dedicação total a uma vida que não é a sua, bagunça na casa, comida que tem que estar sempre pronta, falta de tempo para si mesmo, para um banho tranquilo, ir ao salão, enfim, a lista é interminável… rs…, parece que esse tempo não vai acabar!

Mas aí, não é necessário que nossos filhos cresçam muito para que a frase comece a fazer todo o sentido. Afinal, 1 ano passa rápido, independente do que tenha acontecido…. Quando nosso pequeno faz seu primeiro aniversário, não é mais aquele bebê de 1, 2, 6 meses! Ele já anda, já tem seus primeiros dentes, já está quase falando…. já aconteceu muita coisa na vida dele, já registramos muitos momentos, e esse primeiro ano não volta mais, nem pra eles, nem pra nós! Passou rápido, não foi? Foi….

O primeiro ano da minha filha passou rápido…. O pior, é que, a minha longa experiência de 2 anos, está mostrando que o segundo passou mais rápido ainda! E se a lógica se aplicar nos anos seguintes, cada ano será mais rápido, e logo, estarei dizendo isso para pais com filhos menores que a minha…. rs… Pois é….

Daqui a um mês e meio minha filha fará aniversário de novo – 2 anos! Pára! Espera! Parece que ela fez 1 ano ontem…. como assim? Aí fico me lembrando das vezes que torci para um dia terminar logo, ou para que o tempo passasse e ela começasse a andar, ou a fazer alguma coisa sozinha….

Acho que quem é mãe ou pai já teve algum momento desse… depois nos vemos querer que o tempo volte… e a vida de uma criança é a prova mais concreta de que o tempo não volta… nosso filho não voltará a ser bebê, a engatinhar, não vai falar errado as palavras como no início da fala, não vai…. ainda bem que não! Sinal de que é saudável, está crescendo e se desenvolvendo… Deus é bom e criou um sistema muito inteligente dentro de nós!

O que trago de lição pra mim é para que eu aproveite cada momento, mesmo, de verdade! Mesmo naqueles momentos de angústia, falta de paciência, vontade que o tempo passe, de ficar um pouco longe dela para arejar um pouco… claro, que isso acontece e continua acontecendo, é justo em muitos aspectos…. Mas a consciência disso pode fazer com que tentemos aproveitar mais o tempo, mesmo quando o momento não é dos melhores….

Querer ficar longe dela por um tempo? Isso acontece sim, principalmente, pra quem está com os filhos o tempo todo, como é o meu caso…. às vezes esse tempo é necessário, aí sentimos uma saudade daquela carinha olhando pra nós…. Já faz parte de nós, como ficar longe?? rs…

Isso aí! O tempo passa, ele é implacável e não volta! Vamos aproveitar! Vamos rir, brincar, dançar, pular com eles…. Agradecer porque estão crescendo bem, saudáveis e felizes! E olhar pra trás com alegria e gratidão pelo tempo que passou!

E bora preparar a festinha de 2 anos….. TCHAU!

Apenas para registrar, segue a mensagem que escrevi para a Beatriz quando ela fez 1 ano:

Há um ano atrás as expectativas gestadas durante os 9 meses de gravidez chegavam ao fim.. davam lugar a um pequenino ser, que já estávamos ansiosos para conhecer e, naquele momento, estava ali, nos meus braços.. a nossa Bia! Tão pequenina, tão recém-chegada, mas tão viva, tão atenta e tão saudável!! Superou em muito nossas expectativas! Enchia a nossa vida e a nossa casa de muita alegria! Muita coisa mudou.. a rotina, as noites de sono, o sair de casa, o voltar pra casa, o estar em casa… um pouco mais complicado, mais demorado, mais cansativo, mas muito mais divertido e muito mais feliz! E assim passou todo este ano… a cada dia uma novidade, a cada manhã entrar no seu quarto e vê-la sorrir o mais encantador dos sorrisos, ver suas primeiras “conversas”, primeiras brincadeiras, vê-la sentar, se virar, engatinhar, levantar, andar… sentir os primeiros sabores, comer muito bem (que bom!), se sujar no parquinho, até suas primeiras birras e má-criações… um ano intenso, cheio de descobertas e emoções! Agora ela já está com cara de menina, crescendo e se desenvolvendo…
E hoje comemoramos seu primeiro aniversário com muita alegria e gratidão ao nosso Deus e Pai maravilhoso, que nos deu essa menina tão doce e alegre para cuidarmos dela e amá-la! A Ele, sim, a nossa gratidão por tudo que foi até aqui, e nossa oração para que Ele cuide dela em todos os seus caminhos, porque sabemos que Ele a ama mais do que nós a amamos!
A você, nossa menina, desejamos que tenha uma vida feliz, um lar alegre e seguro, seja uma mulher inteligente, uma cidadã consciente, uma profissional competente, tenha relações saudáveis, muitas razões para agradecer e, acima de tudo, reconheça o Senhor por onde você andar. Que Ele te faça crescer em sabedoria, estatuta e graça…. 
Parabéns!! Nós te amamos!

(Re)Começando….

Oi, pessoal!

Já tem algum tempo que penso em escrever um blog. Um espaço para colocar minhas percepções sobre muitas coisas, muitas mesmo, desde política até o choro da minha filha, e também, para compartilhar algumas experiências, e com isso rir, e (quem sabe) poder ajudar, estimular, criar identidades e mostrar que (quase sempre) não estou(amos) sozinhos em nossas experiências e sentimentos!

Pensando e pensando, achei que a experiência da maternidade poderia ser um começo. Por algumas razões: ser mãe traz consigo uma complexidade e uma intensidade (de tudo que se possa imaginar…) que não se pode descrever. Também nos leva a um mundo de coisas, atividades e preocupações: desde a troca de fraldas, a alimentação, passa pela crise de voltar ou não a trabalhar, depois em como lidar com a decisão, seja ela qual for, e alcança os pensamentos mais complexos sobre política e sociedade, valores e crenças. Afinal, nossos filhos são pequenos, tem um futuro inteiro pela frente, e que mundo os espera, o que o mundo espera deles? Como os entregaremos a ele? Afinal, permanece a máxima de que “os filhos são criados para o mundo e não para os pais”… ou isso só se aplica aos filhos dos outros? (rs)

Às questões, pessoas e áreas da vida que já faziam parte do nosso dia-a-dia, é acrescentado todo esse turbilhão brevemente descrito acima…. Ufa! Se você é mãe, talvez tenha se identificado, se não, talvez também tenha, e gostaria que este espaço pudesse ser útil pra você também.

Então vamos lá! Espero que você embarque comigo e participe, contribua e aproveite!