“Ensina a criança…”

Na primeira reunião de pais do ano, na escola da Beatriz, a diretora da escola comentava sobre problemas recorrentes na escola durante os anos, como o estacionamento (carros que param em lugar proibido, em vagas preferenciais, que travam a passagem, etc…). Chamava a atenção de nós, pais, de que o problema somos nós, os adultos, não as crianças. E terminou dizendo o seguinte, quase como um desabafo: “É difícil ensinar adulto…”. Aquilo ressoou na minha cabeça…

É difícil ensinar adulto… Pura verdade! É difícil, pelo menos mais difícil do que uma criança. Adultos já são cheios das suas próprias verdades, de manias, maus hábitos e comportamentos já arraigados, alguns acham que já sabem tudo, outros, que já estão velhos demais pra mudar/aprender alguma coisa, pois bem… por estas e outras razões, é difícil ensinar adulto.

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Vamos cozinhar?


Há alguns dias atrás postei fotos de uma tarde em que minha querida Bia foi pra cozinha junto comigo pra fazermos um bolo. Não foi a primeira vez que isso aconteceu, e todas as experiências foram super positivas. Pode ser que esse tipo de experiência já seja corriqueira na vida da sua família, pode ser que não. Por isso, resolvi escrever um pouco sobre isso, pra ressaltar os pontos positivos que percebi nessa experiência, que podem ajudar em outras situações, sempre visando o melhor para os pequenos.
Seguem algumas percepções:

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A Quaresmeira…

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Ontem recebi essa foto… Olhem que linda! Uma quaresmeira toda florida. Fica em frente à casa da minha mãe.
O fato é que ver uma imagem tão linda dessa me fez muito bem, fiquei pensando nela, em sua beleza, serenidade, em como é capaz de chamar a atenção de tantos por ser tão linda!
Soube que a quaresmeira tem esse nome porque floresce na quaresma (ou perto dela), embora possa florescer em outras épocas tb. O fato é que ela não floresce na primavera junto com as outras árvores. Floresce “fora do tempo”, mas, na verdade, no tempo dela.

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Vontade de rir…

Se você é mãe/pai, e seu filho é bem espirituoso, já deve ter passado pela saia justa de ficar com vontade de rir na hora da bronca, por causa da reação da criança…

Pois é, comigo já aconteceu, e foi mais de uma vez, e, o pior, eu acabei não segurando o riso algumas vezes….

A última dessas foi hoje. Beatriz estava almoçando, e quando estava quase acabando resolveu não comer mais, então insisti com ela para comer mais um pouco. Ela ficou brava e jogou o garfo no chão com raiva. Na mesma hora, chamei sua atenção, e dei dois tapas na sua mão. Ela ficou olhando pra outra coisa. Quando pedi para que olhasse pra mim, ela olhou, e pra minha surpresa, começou a cantar uma música, olhando pra minha cara… Pronto! Abaixei a cabeça para ela não ver, mas, como de boba ela não tem nada, imagino que tenha percebido. Depois de me recompor, voltei a falar com ela e ela continuou cantando. Depois de alguma insistência, ela parou. Não sei se valeu alguma coisa a minha bronca, mas me digam se não foi engraçado? aaaahhh, que raiva! rsrsrs…. que situação! cadê a minha autoridade de mãe nessa hora?

Essa é a pergunta que me faço… ainda estou fazendo, aliás. Como corrigir? Isso tem jeito? Será que foi por água abaixo a minha autoridade? Minha filha não vai mais levar a sério minhas broncas? Se vc já passou por isso, talvez já tenha feito todos esses questionamentos, que acabam sendo inevitáveis…

Bem, acho que não é bem assim. Acredito (e espero! rs) que há tempo e chance de corrigir… Basta tentar agir com seriedade e autoridade nas próximas situações, e tentar acertar, sempre! vamos ver…

A questão, porém, me trouxe algumas reflexões. Duas, mais precisamente. E minha intenção é mais dividir, porque não tenho respostas nem soluções prontas…

A primeira, é que não sou uma mãe perfeita, pelo contrário. É o tempo todo tentando acertar, algumas vezes acertando, outras errando. Portanto, achar que não vou errar na educação da minha filha, é uma ilusão. Infelizmente, cometo e cometerei erros. Pensar o contrário, é se enganar o tempo todo e carregar um fardo grande demais, e uma frustração quase incurável quando o erro acontecer. Não quero dizer com isso que devo fazer as coisas de qualquer jeito, afinal, cometerei erros. A idéia é não errar, claro! Mas estar consciente de que o erro pode acontecer, e certa de que errei tentando acertar.

A segunda, é que nossos filhos nos surpreendem! Puxa! Que coisa maravilhosa!! Eles não são robôs, e não vão agir de acordo com o manual. São pessoas autônomas, inteligentes e estão se desenvolvendo! A minha filha vai fazer 2 anos, e já são inúmeras as vezes que ela reagiu de uma forma que não esperava, para o mal e para o bem também. É claro que, quando a reação é para o mal (como aconteceu), deve ser corrigida, reprimida. Quando para o bem, comemorada e incentivada. Mas em todos os casos, é maravilhoso ver que ela é uma pessoa inteligente, espirituosa e que tenta se defender. Isso é bom e deve ser direcionado, por mim, para o bem! Um belo desafio! Afinal, a sementinha do mal (outra hora falarei sobre isso…) já está ali no seu coração, e como!

Não quero justificar, nem explicar o que aconteceu. Apenas, compartilhar, dividir e me juntar àquelas que como eu, erram tentando acertar…