Vontade de rir…

Se você é mãe/pai, e seu filho é bem espirituoso, já deve ter passado pela saia justa de ficar com vontade de rir na hora da bronca, por causa da reação da criança…

Pois é, comigo já aconteceu, e foi mais de uma vez, e, o pior, eu acabei não segurando o riso algumas vezes….

A última dessas foi hoje. Beatriz estava almoçando, e quando estava quase acabando resolveu não comer mais, então insisti com ela para comer mais um pouco. Ela ficou brava e jogou o garfo no chão com raiva. Na mesma hora, chamei sua atenção, e dei dois tapas na sua mão. Ela ficou olhando pra outra coisa. Quando pedi para que olhasse pra mim, ela olhou, e pra minha surpresa, começou a cantar uma música, olhando pra minha cara… Pronto! Abaixei a cabeça para ela não ver, mas, como de boba ela não tem nada, imagino que tenha percebido. Depois de me recompor, voltei a falar com ela e ela continuou cantando. Depois de alguma insistência, ela parou. Não sei se valeu alguma coisa a minha bronca, mas me digam se não foi engraçado? aaaahhh, que raiva! rsrsrs…. que situação! cadê a minha autoridade de mãe nessa hora?

Essa é a pergunta que me faço… ainda estou fazendo, aliás. Como corrigir? Isso tem jeito? Será que foi por água abaixo a minha autoridade? Minha filha não vai mais levar a sério minhas broncas? Se vc já passou por isso, talvez já tenha feito todos esses questionamentos, que acabam sendo inevitáveis…

Bem, acho que não é bem assim. Acredito (e espero! rs) que há tempo e chance de corrigir… Basta tentar agir com seriedade e autoridade nas próximas situações, e tentar acertar, sempre! vamos ver…

A questão, porém, me trouxe algumas reflexões. Duas, mais precisamente. E minha intenção é mais dividir, porque não tenho respostas nem soluções prontas…

A primeira, é que não sou uma mãe perfeita, pelo contrário. É o tempo todo tentando acertar, algumas vezes acertando, outras errando. Portanto, achar que não vou errar na educação da minha filha, é uma ilusão. Infelizmente, cometo e cometerei erros. Pensar o contrário, é se enganar o tempo todo e carregar um fardo grande demais, e uma frustração quase incurável quando o erro acontecer. Não quero dizer com isso que devo fazer as coisas de qualquer jeito, afinal, cometerei erros. A idéia é não errar, claro! Mas estar consciente de que o erro pode acontecer, e certa de que errei tentando acertar.

A segunda, é que nossos filhos nos surpreendem! Puxa! Que coisa maravilhosa!! Eles não são robôs, e não vão agir de acordo com o manual. São pessoas autônomas, inteligentes e estão se desenvolvendo! A minha filha vai fazer 2 anos, e já são inúmeras as vezes que ela reagiu de uma forma que não esperava, para o mal e para o bem também. É claro que, quando a reação é para o mal (como aconteceu), deve ser corrigida, reprimida. Quando para o bem, comemorada e incentivada. Mas em todos os casos, é maravilhoso ver que ela é uma pessoa inteligente, espirituosa e que tenta se defender. Isso é bom e deve ser direcionado, por mim, para o bem! Um belo desafio! Afinal, a sementinha do mal (outra hora falarei sobre isso…) já está ali no seu coração, e como!

Não quero justificar, nem explicar o que aconteceu. Apenas, compartilhar, dividir e me juntar àquelas que como eu, erram tentando acertar…

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