Criança Feliz!

Semana passada fui ao cinema assistir o desenho animado Divertida Mente (Inside Out, no original).

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A experiência foi super divertida porque foi a primeira ida ao cinema da Beatriz. Fui com uma amiga, aí compramos pipoca, ela comeu até, e assistiu todo o filme! Uma graça! Não sei o quanto entendeu, mas o desenho segurou a sua atenção até o final. Foi muito legal! Um passatempo legal para fazermos juntas!

Mas o meu ponto aqui neste post não é narrar os detalhes dessa experiência, mas chamar atenção para um ponto do desenho que me marcou. A mensagem do filme, antes de mais nada, é para adulto. Como escrevi no face, uma análise (terapia) fofa e divertida!

Para que você entenda melhor, o filme se passa dentro do cérebro de uma menina. São cinco personagens: a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e o nojinho. O tempo todo eles estão brigando para ver quem “ganha” em cada situação da vida da menina. É super divertido! Mas traz uma séria reflexão também, ao meu ver.

Interessante é que a alegria é incansável em se fazer vencer e tentar neutralizar ou minimizar a influência dos outros sentimentos na vida da menina. Ela corre, conversa, tenta convencer sempre os demais para que a alegria vença. Felizmente, ela tem sucesso em boa parte das vezes. Em uma das cenas, mostra ela (a alegria) analisando o arquivo de memórias da menina, e constata que a maioria (maioria mesmo) das memórias que ela (a menina) tem, são alegres. E mais. A memória base, que de acordo com o filme, é o que define a personalidade, só tem memórias alegres. Os momentos de raiva,  tristeza, nojo ou medo, existem, mas em menor quantidade.

Por outro lado, num determinado momento, o filme mostra que na cabeça de seus pais, outro sentimento venceu a alegria e são estes sentimentos que “comandam” suas mentes. A alegria já está sentada, no canto, e não tenta mais influenciar ninguém, embora ainda apareça em alguns momentos.

Por que estou fazendo toda essa análise do filme? Porque fiquei pensando na minha filha, nas crianças, e em como nas suas mentes ainda há muito espaço para se plantar alegria e boas lembranças. Não há nada definido, nada fechado, os sentimentos estão todos ali, se debatendo, mas ninguém venceu, e ninguém desistiu também. A alegria está latente lá dentro, pronta pra ser a campeã! Quero dizer, e me perdoem os psicólogos se digo alguma bobagem tecnicamente falando, que nossas crianças estão prontas para serem felizes, viverem e se lembrarem de coisas alegres! A alegria está lutando, se esforçando para que a criança viva momentos alegres, e traga tudo isso na sua memória pro resto da vida. Terão momentos tristes, difíceis, mas a tendência, se permitirmos, é que sejam felizes, afinal ser feliz é a caminhada, não a linha de chegada…

Então, fiquei pensando na minha responsabilidade de, como mãe, proporcionar e permitir que minha filha seja feliz a maior parte do tempo. Não quero dizer que devo colocá-la numa bolha e super-protegê-la de qualquer coisa ruim, nem que ela não terá suas dores e tristezas, e nem que devo entupi-la de brinquedos, passeios e viagens caras.

Como, então, fazê-la feliz? Acho que é a pergunta que me faço… E acho que a resposta é mais simples do que se espera. Fazê-la feliz é gastar tempo com ela, proporcionar a ela um lar feliz, seguro e estável, lugar pra onde ela sempre poderá voltar, ensinar responsabilidades, educação e valores, mas permitir que ela seja criança, e faça e goste de coisas de criança, viver cada fase, sem atropelos, sem ansiedades.. acho que é isso! E as viagens, presentes, festas, a melhor escola? É tudo muito legal e válido, mas é só a cereja do bolo… Se o bolo estiver fofinho, com um recheio gostoso, a cereja o deixa ainda melhor, enfeita, mas não é necessária.. se não estiver, a cereja não conseguirá, por si só, consertar todo o resto… será só a cereja em cima de um bolo ruim…

Curiosamente (e não por acaso, creio eu), os momento de alegria da menina do filme basicamente se concentram em (i) tempo gostoso com seus pais e família, e (ii) fazendo aquilo que ela mais gosta. Portanto, não estou propondo nada super-hiper-ultra complicado. As crianças são simples, e não é complicado fazê-las felizes, embora requeira cuidado e dedicação. Nós é que complicamos, e impomos a elas as nossas condições e necessidades para a nossa (complexa) felicidade, quando na verdade, ela é alcançada na simplicidade das coisas, dos bons momentos e na verdade de uma criança.

O livro da vida dos nossos filhos está apenas começando. Há muitas páginas em branco pela frente. E nós somos grandes responsáveis, embora não os únicos, pela qualidade dos momentos vividos e das memórias que serão escritas nele. Tudo isso para que lá na frente, a alegria esteja no “comando” da vida deles, para que sejam pessoas alegres, seguras, sem (grandes) traumas e questões para serem resolvidas…

Se esperarmos a alegria sentar no canto e desistir de lutar, pode ser tarde demais. As muitas páginas escritas podem sufoca-la e outros sentimentos e percepções conduzirão a vida dos pequenos, quando crescerem…

Se foi tudo besteira o que escrevi, fique apenas com a reflexão de que nossos filhos estão prontos para serem felizes…. dar a eles uma infância feliz, os tornarão adultos felizes, seguros e bem resolvidos. Isso não significa que não terão problemas, nem crises, nem questões para resolver, mas tudo isso certamente será mais fácil para uma mente e um coração saudáveis e alegres!

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